Tantra e o Resgate do Corpo Natural

Tantra e o Resgate do Corpo Natural

As práticas corporais de Tantra e Neo Tantra abordam um resgate da naturalidade do Corpo, sua nudez, formas e sensações, bem como da se.xu.alidade vivida por ele. Nestas práticas, todo Corpo, toda Corpa, é veículo para o autoconhecimento, a autoaceitação, os relacionamentos, o Sexo, o Amor e a Espiritualidade.

Muitos consideram que a se.xu.alidade é algo que todos nós temos naturalmente, é simplesmente dada pela natureza, e tal concepção geralmente se ancora na suposição de que todos nós vivemos o Corpo e a se.xu.alidade da mesma forma. Se aceitarmos essa ideia, fica sem sentido argumentar a respeito da dimensão social e política ou a respeito do que foi construído sobre este Corpo e esta se.xu.alidade.

Através de processos culturais, definimos o que é (ou não) natural. A inscrição dos gêneros (feminino ou masculino) nos Corpos é feita sempre no contexto das marcas de uma determinada cultura. Com isso, as possibilidades de vivenciar a se.x.u.alidade e as formas de expressar os prazeres e afetos também são socialmente estabelecidas e codificada.

Como as práticas tântricas envolvem autoconhecimento, autoaceitação e olhar amoroso para com o outro, é inevitável desconstruir e desmistificar essas construções sociais, não há como praticar amorosidade sem desconstruir regras que não estão a serviço da sabedoria do seu Corpo-Entidade, esse sábio professor, selvagem por ser instintivo, e absolutamente refinado por ser canal de troca, fusão, respeito, meditação e Amor.
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Pela centralidade patriarcal que a se.x.u.alidade adquiriu nas sociedades contemporâneas, parece ser difícil entendê-la como fluida e impermanente.
Nossos Corpos também são fluidos e impermanentes: envelhecem, engordam, emagrecem, mudam os hormônios, as mudanças causam grande impacto no psiquismo, no campo energético, etc.
É aí que mora a naturalidade: ter o direito de mudar, de experimentar, de desconstruir e reconstruir a cada instante enquanto atravessamos essa Existência.
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Eu não digo que é fácil, exige muito desapego. Mas pra mim, vale a pena. E faz sentir. E faz Amar.
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Aysha Almeé
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